terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nostalgia materna

Recebi esse e-mail da minha mãe agora pouco:

Porto Alegre.
Estou morta. Acredito que devo ter percorrido a distância de uma meia maratona, só iniciando a organização do apartamento. Como eu tenho (tinha) tralhas! Coisas, coisinhas, coisões; badulaques; roupas fora de moda, mas ainda boas; peças de estimação. Cruzes!!!
Para poder realizar um descarte legal e, mesmo porque não há espaço, eu terei que doar algumas coisas de ordem sentimental. Por exemplo: o que fazer com todas as fitas de vídeo de historinhas infantis de vocês? Se vocês não autorizarem a doação, eu darei um jeito. Acho que muitas nem funcionarão mais, pois após determinado tempo, elas mofam. Vocês é que mandam.
Quanto aos bichos de pelúcia: guardarei a Celeste da Ana Carolina (prometo que consertarei a coitada). Da Isa tem a Marina, o leão e o "cochoilo" (o filhote). O que achas? Guardar qual? Os demais serão doados.
Vocês acham que devo continuar guardando a Coleção do Monteiro Lobato? Me ajudem. Vocês abem como tenho dificuldade em me desfazer de certas coisas. Aqueles livros foram comprados no crediário quando eu estava grávida da Isa. Tá. E aí?
E o livrinho sobre orientação sexual? Ana Carolina, tu lembras quando tu sentavas no degrau da porta de casa, lá no Cinquentenário, a Isa grudadinha em ti, e tu explicavas o conteúdo do livro para ela?
Vocês entendem o que eu vejo quando pego essas coisas? Eu sei. Eu sei. Não adianta ter os objetos. As pessoas já foram. Tá bom. Doarei tudo, se vocês concordarem.

4 comentários:

Paulinho Mesquita disse...

ooo que gracinha!!

Anônimo disse...

Amiga, fiquei emocionada! O jeito da sua mãe falar (ou escrever!) parece um pouco vc! Beijo! Cá

Anônimo disse...

ooooo amigaaaaa deixa ela dar não!!!=/
hahahahahah

Anônimo disse...

Eu q não mando email pra vc...